domingo, 25 de dezembro de 2011

Profeta Jeremias

Fonte: http://bibliotecabiblica.blogspot.com/2009/07/profeta-jeremias.html

Jeremias é um dos profetas do Antigo Testamento.

I. Comissionado Como Profeta.

Jeremias foi chamado para ser profeta quando era rapaz, em 647 AEC, no 13.° ano do reinado do Rei Josias, de Judá (659-629 AEC). Deus lhe disse: “Antes de formar-te no ventre, eu te conheci, e antes de saíres da madre, eu te santifiquei. Eu te constituí profeta para as nações.” (Je 1:2-5) Assim sendo, era um dos poucos homens por cujo nascimento Yehowah assumiu a responsabilidade — intervindo por meio dum milagre ou por uma providência orientadora — para que fossem seus servos especiais. Entre tais homens acham-se Isaque, Sansão, Samuel, João, o Batizador, e Jesus.

Quando Deus lhe falou, Jeremias mostrou acanhamento. Replicou a Deus: “Ai! Soberano Senhor Yehowah! Eis que realmente nem sei falar, pois sou apenas rapaz.” (Je 1:6) Pode-se depreender, à base desta observação dele, e por se compará-la com a intrepidez e a firmeza dele durante seu ministério profético, que tal vigor incomum não era algo inerente a Jeremias, mas deveras provinha de ele se estribar plenamente em Deus. Deveras, o Senhor estava com ele, “como um poderoso terrível”, e foi Deus quem fez de Jeremias “uma cidade fortificada, e uma coluna de ferro, e muralhas de cobre contra toda a terra”. (Je 20:11; 1:18, 19) A reputação de coragem e intrepidez de Jeremias era tamanha que, durante o ministério terrestre de Jesus, alguns julgavam ser ele o Jeremias redivivo. — Mt 16:13, 14.

II. Escritos.

Jeremias era pesquisador e historiador, além de profeta. Escreveu o livro que leva seu nome e também se credita a ele, em geral, a escrita dos livros de Primeiro e Segundo Reis, abrangendo a história de ambos os reinos (Judá e Israel) desde o ponto em que os livros de Samuel a deixaram (isto é, na última parte do reinado de Davi sobre todo o Israel), até o fim de ambos os reinos. Sua cronologia do período dos reis, pelo método de comparação ou de confronto dos reinados dos reis de Israel e de Judá, ajuda-nos a estabelecer com exatidão as datas de certos eventos. Após a queda de Jerusalém, Jeremias escreveu o livro de Lamentações.

III. Forte Mensagem Denunciativa.

Jeremias não era queixoso crônico. Antes, mostrava ser amoroso, atencioso e compassivo. Exercia um excelente domínio e uma maravilhosa perseverança, e ficou muito triste com a conduta do seu povo e com os julgamentos que este sofreu. — Je 8:21.

Na realidade, era Yehowah quem se queixava de Judá, e justificadamente, e Jeremias tinha a obrigação de declarar isto de forma incessante, o que ele fez. Também, deve-se ter presente que Israel era a nação de Deus, vinculada a Ele por meio dum pacto e sujeita à sua Lei, o que eles violavam crassamente. Como base e sólido fundamento para as denúncias de Jeremias, Deus repetidas vezes apontava para a Lei, trazendo à atenção a responsabilidade dos príncipes e do povo, e relembrando em que haviam violado a Lei. Vez após vez, Deus trouxe à atenção as coisas que Ele, por meio de Moisés, seu profeta, avisara que lhes sobreviriam se recusassem escutar Suas palavras e violassem Seu pacto. — Le 26; De 28.

IV. Coragem, Perseverança, Amor.

A coragem e a perseverança de Jeremias eram igualadas pelo amor que ele sentia por seu povo. Cabia-lhe proclamar pungentes denúncias e temíveis julgamentos, em especial aos sacerdotes, aos profetas e aos governantes, e àqueles que seguiam o “proceder popular” e tinham cultivado “infidelidade duradoura”. (Je 8:5, 6) Todavia, ele reconhecia que sua comissão era também de ‘construir e plantar’. (Je 1:10) Chorou diante da calamidade que sobreviria a Jerusalém. (Je 8:21, 22; 9:1) O livro de Lamentações constitui evidência do seu amor e da sua preocupação com o nome e o povo de Deus. Apesar das traiçoeiras medidas tomadas pelo covarde e vacilante Rei Zedequias para com ele, Jeremias suplicou-lhe que obedecesse à voz de Yehowah e continuasse a viver. (Je 38:4, 5, 19-23) Ademais, Jeremias não se julgava justo aos seus próprios olhos, mas incluía a si mesmo ao admitir a iniqüidade daquela nação. (Je 14:20, 21) Depois de liberto por Nebuzaradã, hesitou em abandonar aqueles que estavam sendo levados para o exílio babilônico, talvez achando que devia compartilhar a sorte deles, ou desejando continuar servindo aos interesses espirituais deles. — Je 40:5.

Por vezes, em sua longa carreira, Jeremias ficou desanimado e necessitou a confirmação do apoio de Deus, mas, mesmo em adversidade, não deixou de invocar ao Senhor, pedindo-lhe ajuda. — Je 20.

V. Associações.

Em todos os seus mais de 40 anos de serviço profético, Jeremias não foi abandonado. Yehowah estava com ele para livrá-lo dos seus inimigos. (Je 1:19) Jeremias deleitava-se com a palavra de Deus. (Je 15:16) Evitava associar-se com aqueles que não tinham nenhuma consideração para com Deus. (Je 15:17) Encontrou bons companheiros, a saber, os recabitas, Ebede-Meleque e Baruque, entre os quais pôde fazer a obra de ‘edificar’. (Je 1:10) Por meio destes amigos, foi ajudado e livrado da morte, e mais de uma vez se manifestou o poder de Deus em protegê-lo. — Je 26:7-24; 35:1-19; 36:19-26; 38:7-13; 39:11-14; 40:1-5.

VI. Ilustrações Dramáticas.

Jeremias encenou para Jerusalém vários pequenos dramas como símbolos da condição dela e da calamidade que lhe sobreviria. Houve a visita à casa do oleiro (Je 18:1-11) e o incidente com o cinto estragado. (Je 13:1-11) Ordenou-se a Jeremias que não se casasse; isto servia de aviso das “mortes por enfermidades”, das crianças que nascessem naqueles últimos dias de Jerusalém. (Je 16:1-4) Ele quebrou uma botija diante dos anciãos de Jerusalém, qual símbolo do impendente destroçamento da cidade. (Je 19:1, 2, 10, 11) Comprou de volta um campo de Hanamel, filho de seu tio paterno, como figura da restauração que viria depois do exílio de 70 anos, quando se comprariam novamente campos em Judá. (Je 32:8-15, 44) Lá em Tafnes, no Egito, ele ocultou grandes pedras no terraço de tijolos da casa de Faraó, profetizando que Nabucodonosor fixaria seu trono sobre aquele exato ponto. — Je 43:8-10.

VII. Verdadeiro Profeta.

Jeremias foi reconhecido por Daniel como verdadeiro profeta de Deus, sendo que Daniel, pelo estudo das palavras de Jeremias a respeito do exílio de 70 anos, pôde fortalecer e encorajar os judeus a respeito da proximidade da sua libertação. (Da 9:1, 2; Je 29:10) Esdras trouxe à atenção o cumprimento das palavras dele. (Esd 1:1; veja também 2 Cr 36:20, 21.) O apóstolo Mateus apontou para o cumprimento de uma das profecias de Jeremias nos dias em que Jesus era criancinha. (Mt 2:17, 18; Je 31:15) O apóstolo Paulo mencionou os profetas, entre os quais se achava Jeremias, cujos escritos citou, em Hebreus 8:8-12. (Je 31:31-34) A respeito destes homens, o mesmo escritor disse que “o mundo não era digno deles”, e que ‘receberam testemunho por intermédio de sua fé’. — He 11:32, 38, 39.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Livro de Jonas

Estudo e sistematização do Livro de Jonas:


Capítulo 1:
O Senhor ordena Jonas a ir à cidade de Nínive, mas este resolve ir em direção contrária, para longe da presença do Senhor. Então Jonas pegou um navio, mas, durante sua viagem (fugindo ao chamado de Deus), o Senhor lançou uma tempestade sobre o mar e fez com que os marinheiros confrontassem Jonas. Vendo que sua desobediência colocara todos em perigo, Jonas pede para ser lançado ao mar, e assim é feito. O Senhor faz com que Jonas seja engolido por um grande peixe, no ventre do qual Jonas passa três dias e três noites.


Capítulo 2: 
De dentro do ventre do peixe, Jonas faz uma linda oração e, depois, o Senhor fala ao peixe, que vomita Jonas:
2-9: "Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do abismo gritei, e tu ouviste a minha voz.
Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim.
E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo.
As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça.
Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus.
Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo.
Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia.
Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação". 
 
Capítulo 3:
O Senhor novamente ordena Jonas a ir à cidade de Nínive e, dessa vez, é atendido. Orientado por Deus, Jonas pregou nessa cidade que em quarenta dias seu povo seria subvertido. Ouvindo isso, os ninivitas acreditaram na Palavra do Senhor e fizeram um jejum e orações, vestidos de pano de saco. Até o rei de Nínive orou vestido de pano de saco! O rei também proclamou um jejum para toda a cidade, inclusive para os animais.
Assim, os ninivitas cobriram-se de pano de saco, clamaram ao Senhor e se converteram do seu mau caminho. Por isso, Deus teve misericórdia deles e não lhes fez o mal como havia prometido.

Capítulo 4:
Jonas se irrita com a decisão de Deus, pois Ele lhe ordenara que profetizasse Sua ira contra os ninivitas, mas acabara tendo clemência.
Jonas sai da cidade até o oriente da mesma, pois pretendia observar o que aconteceria à Nínive. Então Deus faz nascer uma planta para fazer sombra a Jonas, o que muito lhe alegra. Mas, no dia seguinte, o Senhor manda um verme ferir a planta. A morte da planta novamente ira Jonas, que considera ser melhor morrer do que viver! No entanto, Deus o questiona: " 10. Tens compaixão de uma planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; 11. e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?"

Considerações pessoais:

O Senhor, apesar da nossa desobediência, nos dá uma segunda chance para seguirmos o Seu Chamado.

Deus prepara os seus escolhidos! Apesar das imperfeições de Jonas, Deus o usou para libertar um povo!

Deus está disposto a perdoar e salvar todas as pessoas, desde que se arrependam verdadeiramente.

Deus cobra menos dos ignorantes. 



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Epístola de Tiago

Estudo e sistematização da Epístola de Tiago:
Capítulo 1: 
* Devemos ter perseverança nas provações.
* A perseverança deve ter ação: 22. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. 25. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar. 27. A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.
* Deus não tenta a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria cobiça.
Capítulo 2:
* Não fazer acepções de pessoas: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo". 13. Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo.
* A fé sem obras é morta: 15. Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados de alimento cotidiano, 16. e qualquer dentre vós lhes disser "Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos", sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? 17. Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.
Capítulo 3:
* Os pecados da língua e o dever de refreá-la.
* A sabedoria de Deus demonstra preocupação com os outros, através de um espírito manso, doador e misericordioso. Já a sabedoria humana é egoísta e se exalta em relação aos menores.
*A sabedoria para o crente é o conhecimento da vontade de Deus, que permite que ele viva uma vida agradável ao Senhor.
* O Senhor dá sabedoria a quem a pede com fé, mostrando-nos o que fazer, o que dizer e como viver.
Capítulo 4:
*Não alcançou graça? "Nada tendes porque não pedis" ou "pedis e não recebeis porque pedis mal, visando esbanjar em vossos prazeres". A amizade do mundo é inimiga de Deus.
*A maledicência é condenada!
Capítulo 5: 
* Jesus parece ser o precursor do socialismo! Deus condena o acúmulo de riqueza à custa dos pobres: 4. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até os ouvidos do Senhor dos Exércitos. 6. Tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência.
* Terdes paciência!
* Para tristeza, oração. Para alegria, louvor.
* Orai uns pelos outros e confessai vossos pecados.



Comentários pessoais: 
A Epístola de Tiago é bem coerente com a Boa-nova trazida por Nosso Senhor Jesus Cristo, pois enfatiza a Caridade como fundamental para a Salvação, pois "a fé sem ação é morta".
Outro ponto interessante é que fala que nossos sofrimentos são forjados por nós mesmos, pelas nossas limitações, como a cobiça. É o desejo por aquilo que não é adequado para nós que nos faz sofrer e que nos coloca em tentação. Por outro lado, Deus sempre está disposto a nos dar sabedoria, bastando que peçamos a Ele, com fé, para que Ele nos guie pelo caminho certo a seguir!